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Primeiro-ministro tailandês contraria exército e não se demite

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Primeiro-ministro tailandês contraria exército e não se demite

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O primeiro-ministro da Tailândia não se demite. Somchai Wongsawat justificou esta posição com o facto de ter sido eleito democraticamente. O discurso televisivo do chefe de governo foi uma resposta às forças armadas do país que saíram do silêncio e exigiram a demissão a Somchai Wongsawat e a convocação de eleições antecipadas.

A crise gira em torno das acesas manifestações da Aliança Popular para a Democracia que nas últimas 24 horas bloqueou o aeroporto mais importante do país.

Três mil manifestantes obrigaram ao cancelamento ou a desvios de voos no aeroporto de Suvarnhabumi, em Banguecoque.

O chefe de Estado Maior das forças armadas pediu sem sucesso aos manifestantes para acabarem com o bloqueio. Estes exigem a demissão do primeiro-ministro.

Nos terminais, os passageiros viveram uma longa espera.

“O aeroporto é bom. Fomos bem tratados. Não tivemos quaisquer problemas. A única coisa é que os turistas são afectados mas nós entendemos os protestos”, referiu um passageiro. Outro diz querer voltar para casa. “Era suposto estar em Sidney há um par de horas. Agora somos obrigados a estar aqui, o quê, uma, duas noites a mais. Não sabemos. Não percebo muito bem que se passa na política, mas também não pretendo saber. Tudo o que sei é que não é bom para eles”, refere.

Até ao momento o primeiro-ministro tem dado ordens para não usar da força. Um tribunal tailandês ordenou, ao final da tarde, o fim do bloqueio do aeroporto. Receia-se a existência de confrontos.

Os protestos já duram há pelo menos 4 meses. Os contestatários da Aliança Popular para a Democracia acusam o chefe de governo de ser uma marioneta do antigo primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, deposto pelas forças armadas em 2006, foragido à justiça, acusado de corrupção e nepotismo.