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Ex-primeiro ministro tailandês: o motivo da discórdia

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Ex-primeiro ministro tailandês: o motivo da discórdia

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Detestado e adorado, Thaksin Shinawatra, antigo primeiro-ministro tailandês continua a ser uma figura influente, ao ponto de dividir profundamente os tailandeses. Em 2006, quando a oposição estava ao rubro, os apoiantes aclamavam-no como um herói. São, essencialmente, pobres camponeses que apoiam a política populista de Thaksin.

Shinawatra garantiu aos apoiantes que confiaram nele que, como primeiro-ministro não infrigiu a lei nem fez nada imoral.

A maioria dos adversários pertence à elite urbana do país e é liderada pela Aliança do Povo para a Democracia, PAD, que acusa Shinawatra de corrupção e nepotismo.

O caso que desencadeou mais protestos foi a venda de acções da família sem pagar os impostos correspondentes, no grupo Telecon, Shin Corp Commence, uma espiral descendente para o multimilionário e primeiro-ministro. Terminou tudo num golpe de Estado na noite de 19 para 20 de Setembro de 2006. Os militares colocaram um ponto final no mandato que começara em 2001, com a promessa de devolver o poder aos civis mais tarde.

Thaksin Shinawatra não estava no país, aproveitando para se instalar no Reino Unido, onde comprou o clube de futebol Manchester City. E continuou muito popular junto dos pobres.

As primeiras eleições depois do golpe, em 2007, deram a vitória a Samak Sundaravej, um aliado de Thaksin. O regresso do amigo foi anunciado logo a seguir…Thaksin chegou a 28 de Fevereiro de 2008. Prometeu não regressar à política, mas nem adversários nem apoiantes acreditaram.

A justiça continua à espera para o fazer cumprir as penas a que ele e a mulher foram condenados à revelia.