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O fio dos acontecimentos dos ataques de Bombaim

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O fio dos acontecimentos dos ataques de Bombaim

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Dezenas de homens armados com metralhadoras e granadas de mão irromperam ontem à noite nos luxuosos hotéis Oberoi e Taj Mahal de Bombaim, assim como num restaurante turístico, num hospital e numa estação de comboios da cidade.

No total 10 locais diferentes foram alvo dos ataques.

Segundo testemunhas os homens, com idades entre os 20 e os 25 anos, dispararam à queima-roupa sobre várias pessoas, fazendo explodir as granadas que provocaram incêndios em várias instalações.

Centenas foram sequestrados no interior dos dois hotéis de cinco estrelas.

Um cidadão indiano que conseguiu escapar, afirma que os atacantes, “procuravam turistas com passaportes britânico ou norte-americanos e libertavam todos os indianos”.

Os disparos e as explosões sucederam-se durante a noite, com a polícia anti-terrorista e o exército a cercarem vários locais no centro turístico e financeiro da cidade, frequentado anualmente por milhões de estrangeiros.

As autoridades afirmam que pelo menos 11 agentes foram mortos nos confrontos, entre os quais o chefe da polícia anti-terrorista da cidade.
Pelo menos 9 atacantes terão sido detidos.

O ataque foi reivindicado por correio electrónico pelo grupo dos “Mujaidines do Deccan”.

Um grupo até hoje desconhecido, que pertencerá ao movimento estudantil islâmico, uma organização proibida no país, com ramificações no Paquistão e Bangladesh.

O grupo tinha sido acusado dos atentados que há dois anos provocaram cerca de 200 mortos na linha suburbana de Bombaim.

Os ataques desta noite são os quartos e mais mortíferos registados no país desde o início do ano.

Vários partidos da oposição acusam o governo de ter descurado a luta anti-terrorista no país.

Alguns analistas temem que o ataque possa reacender a tensão com o vizinho Paquistão, também ele vítima de uma vaga de ataques islamitas.