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Terrorismo tem matriz islâmica na Índia

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Terrorismo tem matriz islâmica na Índia

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Há menos de um mês, a 30 de Outubro, no norte do país, 76 mortos. Mas também a 20 de Outubro, a 30 de Setembro, a 13 de Setembro, a 26 de Julho e 13 de maio. Sete atentados com mais de 35o vítimas mortais desde o início de 2008. Há vários anos que a Índia é refém do terrorismo.

O que é um novo fenómeno é que já não é mera destabilização do Paquistão ou do Bangladesh vizinhos, mas é algo enraízado na sociedade indiana. A maioria dos atentados foi reivindicada por islamitas indianos.

Os “mujahideens” indianos, movimento constituido por diversos grupos, em que não é de excluir a influência estrangeira, mas composto por uma maioria de muçulmanos indianos que reivindicam melhores condições de vida para os 14 por cento de muçulmanos do país, caso contrário atacam a Índia e os Estados Unidos.

Tazeen Murshid , Professora catedrática de Relações Internacionais , considera que estes atentados revelam muita determinação.

“Ainda é preciso investigar para ver quem são estes Mujahideen do Decão (combatentes islâmicos do planalto central da Índia), se eles estão a usar o nome para atrair as atenções ou se é por estarem ligados ao Afeganistão ou se à fronteira norte com o Paquistão ou Cachemira. O que vejo é que, atacando Mumbai (Bombaim), que é o mercado económico e financeiro da Índia, estão a declarar estar dispostos a debilitar a Índia, a fim de promover uma causa. Definitivamente, estão a fazer uma declaração ao governo da Índia de que alguma coisa está mal e o governo deve tomar conhecimento disso. “

Até agora os dois principais grupos islamitas conhecidos eram o Lashkar-e-taiba(LeT) et le Harkat-ul-jihad-al-islami (HuJI) baseados no paquistão e no Bangladesh. Os principais chefes foram detidos nos últimos anos. O aparecimento de uma jihad indiana pode estar ligado ao movimento islâmico dos estudantes da Índia, interdito em 2001 pelo governo, que defende uma islamização do país.