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Bombaim: três dias de terror

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Bombaim: três dias de terror

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Tudo começou na noite de quarta-feira, eram dez e meia em Bombaim, cinco da tarde em Lisboa.

Um grupo de homens armados lança uma série de ataques, em simultâneo, em seis pontos estratégicos da capital económica da Índia: a estação ferroviária central, um hospital, dois hotéis de luxo, um centro judeu ortodoxo e um café frequentado por turistas. São feitas várias centenas de reféns.

Os ataques visam sobretudo britânicos e americanos.

Já durante a madrugada, um grupo até agora desconhecido, os Mujaedines de Decão, reivindica os ataques.

O exército e a polícia da Índia entram em acção e durante toda a noite há troca de tiros.

Quinta-feira de manhã, as chamas são visíveis naquele que é o lugar mais emblemático dos ataques: o hotel Taj Mahal, construído em 1903, que é um dos ex-libris da cidade.

As forças de segurança cercam o hotel e começa um tiroteio.

As imagens correm o Mundo e várias companhias aéreas anulam os voos para a Índia.

Entretanto, começam a ser libertados os turistas, mas continua a haver reféns detidos.O balanço de mortos agrava-se, de ambos os lados do campo de batalha.

A face des alguns terroristas é divulgada plas televisões. Muitos deles são apenas adolescentes.

O outro hotel tomado de assalto, o Trident Oberoi, começa também a arder.

À tarde, o Primeiro-Ministro, Mahmohan Singh, faz uma declaração ao país, onde diz que os assaltantes vêm do estrangeiro.

Sexta-feira de manhã, o exército lança o ataque ao centro judeu: os soldados são lançados de helicóptero. O balanço é trágico, com seis reféns israelitas mortos. Outros tiveram a sorte de reencontrar a família.

No interior do Taj Mahal, mantinha-se ainda um grupo de assaltantes, com várias dezenas de reféns.

A polícia lança um ataque ao hotel Trident Oberoi, onde são libertados mais de 90 reféns. Às duas e meia da tarde, o hotel é declarado como estando sob controlo.

No Taj Mahal, o pesadelo só acabou este säbado de manhã, com os últimos terroristas abatidos a tiro e os últimos reféns libertados. A polícia e o exército deram as operações como terminadas.