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Investigação aos atentados de Bombaim cria fricções com o Paquistão

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Investigação aos atentados de Bombaim cria fricções com o Paquistão

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Dezenas de agentes do FBI norte-americano estão desde hoje em Bombaim, para investigar a autoria dos atentados que atingiram na semana passada dez locais diferentes da cidade. Os atentados foram reivindicados pelo grupo mujaidines do Decão, uma organização quase desconhecida, próxima de um grupo islamita, proibido no país.

Mas, fontes próximas dos investigadores indianos afirmam que os dez atacantes teriam sido treinados no Paquistão, pelo grupo Lashkar-e-Toiba. Os “soldados de Meca”, são uma organização próxima dos Talibã afegãos, responsável por vários ataques e atentados na região separatista da Caxemira e com supostas ligações ao mais alto nível aos serviços secretos paquistaneses. Segundo fontes indianas, Azim Amir Kasav, o único atacante detido com vida, teria admitido receber ordens vindas do Paquistão, e que um antigo militar paquistanês teria coordenado toda a operação. A investigação ameaça abalar o acordo de cessar-fogo que a Índia firmou com o Paquistão em 2004. Islamabad já recusou qualquer implicação na acção, advertindo para o risco dos ataques poderem reacender o conflito nuclear entre os dois países. Igualmente abalado por uma vaga de atentados islamitas, o novo governo paquistanês, pró-americano, pondera reforçar as suas tropas junto à fronteira em caso de uma escalada de tensão. Washington nega a implicação Paquistanesa, e pediu já ao governo que colabore ao máximo na investigação.