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Ambiente cordial não esconde nuvens negras na cimeira climática da ONU

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Ambiente cordial não esconde nuvens negras na cimeira climática da ONU

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Os efeitos da crise económica ameaçam abalar os objectivos da cimeira climática da ONU que se iniciou hoje, em Poznan, na Polónia.

Durante 12 dias cerca de 10 mil delegados vão tentar chegar a um acordo para fixar as metas de redução de gases com efeito de estufa, após expirar o protocolo de Quioto em 2012.

O ministro polaco do ambiente, Maciej Nowicki recordou esta manhã os principais desafios do encontro: “Peço-vos que tenham sempre presente a importância deste trabalho de reflexão para toda a humanidade. Não deixem que interesses particulares ensombrem o objectivo desta cimeira de modificar o rumo seguido até hoje pela humanidade”.

Pela primeira vez os Estados Unidos estão prontos a aceitar um compromisso, após a eleição de Barack Obama, mas dependente da resposta da China à proposta de reduzir as emissões de dióxido de carbono em 5% até 2012.

Os níveis de poluição de Pequim superaram o ano passado os da indústria norte-americana.

As conclusões da cimeira deverão permitir a adopção de um novo protocolo ambiental, durante a cimeira de Copenhaga no próximo ano.

Mas entre as nuvens negras que ensombram o encontro, algumas vêm da União Europeia. Os 27 não chegaram ainda a um acordo sobre as metas do chamado “pacote energético e climático”, cuja discussão em Bruxelas deverá coincidir com o encerramento da cimeira de Poznan.

O ministro do Ambiente polaco, anunciou esta manhã que, “a União está prestes a chegar a um acordo”, sobre os objectivos de reduzir as emissões de carbono em 20% até 2020.