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Conservadores e sociais-democratas assumem o poder na Áustria

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Conservadores e sociais-democratas assumem o poder na Áustria

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A Áustria reedita a “grande coligação” entre conservadores e sociais-democratas, após as eleições antecipadas de 28 de Setembro. O novo governo liderado pelo Chanceler social-democrata Werner Fayman tomou posse, esta manhã, em Viena. Vencedor das legislativas com uma vantagem mínima, Fayman conseguiu nas últimas semanas renegociar a aliança com os democratas-cristãos, ao entregar-lhes as pastas ministeriais mais importantes.

Os conservadores vão chefiar os ministérios das Finanças e do Interior, assim como os Negócios Estrangeiros, onde Michael Spindelegger assume a pasta recusada pela antiga responsável do cargo Ursula Plassnik, em protesto contra a politica europeia defendida pelo executivo. O novo Chanceler austríaco não descarta a possibilidade de convocar um referendo para aprovar futuras emendas ao Tratado de Lisboa. A coligação governamental tem por objectivo a luta contra a crise através de um pacote de medidas económicas e sociais. Com uma maioria de 60% no parlamento, o novo governo vai estar condicionado às alianças com os restantes partidos, nomeadamente os liberais ou a extrema-direita do BZO. Um factor que tinha levado, em Julho, à ruptura da anterior “grande coligação”.