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Bruxelas promete ajudar bancos

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Bruxelas promete ajudar bancos

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A comissária para a Concorrência, Neelie Kroes, prometeu ajudas aos bancos para antes do Natal. Isto quando os ministros das Finanças da União Europeia estão descontentes com a lentidão da Comissão Europeia em autorizar as ajudas estatais aos bancos, nesta altura de crise em que as ajudas se tornam, por vezes, urgentes. Essa foi a posição, em particular, da França e da Alemanha, na cimeira dos ministros da Economia e Finanças dos Vinte e Sete, esta terça-feira em Bruxelas.

A francesa Christine Lagarde, que preside ao conselho, contou qual a principal conclusão a que chegaram: “Em tempos de pressão e dificuldades, todos nós estamos de acordo sobre a sustentabilidade das finanças públicas. Em outras palavras, não podemos pôr em risco as finanças públicas a longo prazo.” O ministro alemão, Peer Steinbrueck, disse também que, apesar da recessão, a economia europeia não vai entrar em colapso. Agora que se aproxima o Natal, crescem as preocupações no sector do comércio. Mas nem todos parecem preocupados, pelo menos no que toca às vendas deste ano, como explica o porta-voz da associação alemã do comércio: “A indústria retalhista ainda não foi atingida pela crise. Não estamos preocupados com as vendas do Natal, mas sim com o que vai acontecer no próximo ano. Precisamos de um corte nos impostos, para que o consumo continue. É isso que os consumidores estão a mostrar”. Apesar da ameaça que a crise representa ao comércio, nenhum dos Estados-membros quer seguir o exemplo da Grã-Bretanha e fazer uma redução no IVA. Este ano, o Pai Natal vai continuar a pagar a mesma percentagem.