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Governo tailandês derrubado pelos tribunais

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Governo tailandês derrubado pelos tribunais

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A resolução da crise política na Tailândia volta a passar por uma decisão judicial. O Supremo Tribunal ordenou esta manhã a dissolução de três partidos da coligação governamental, entre os quais o Partido para o Poder do Povo (PPP) do actual primeiro-ministro Somchai Wongsawat.

Os juízes reconheceram as acusações de fraude eleitoral contra as formações, proibindo 37 dirigentes, entre os quais o chefe do governo, do exercício de um mandato político durante os próximos cinco anos. O até agora vice-primeiro-ministro, Chaovarat Chanweerakul, vai assumir a chefia do governo interino. Os membros do PPP não excluem a hipótese de se reunir num novo partido para tentar designar um primeiro-ministro, já no próximo dia 8 de Dezembro. Milhares de manifestantes pró-governamentais convergiam esta manhã para o Palácio Real para contestar a decisão da justiça. A sentença, similar àquela que há sete meses visou o partido do anterior primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, foi recebida como uma vitória pelos milhares de manifestantes da oposição que bloqueiam desde há uma semana os dois aeroportos de Banguecoque. Os ânimos encontram-se ao rubro no país, depois dos membros da oposição terem sido alvo de um terceiro ataque em menos de dois dias, que provocou um morto e 22 feridos na aerogare. Mais de 350 mil turistas estrangeiros encontram-se bloqueados nos aeroportos da capital. As autoridades chegaram a um acordo com os manifestantes para evacuarem a instalação, onde o tráfego aereo poderá ser retomado dentro de 24 horas. Os voos de carga puderam começar a descolar esta manhã, mas as autoridades aeroportuárias do país anunciaram que a reabertura total das aerogares só estará finalizada no próximo dia 15 de Dezembro.