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Crise na Tailândia afasta turistas

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Crise na Tailândia afasta turistas

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Partiram à procura de umas férias de sonho, mas o regresso a casa tornou-se num autêntico pesadelo. Milhares turistas continuam retidos nos dois aeroportos civis em Banquecoque, tomados por opositores do governo tailandês. A fúria e o desespero são os sentimentos dominantes: “É o caos. Ninguém sabe nada ao certo. Continuamos numa lista de espera e temos a impressão que não saímos do mesmo lugar. O descontentamento é geral” afirma uma turista alemã. Uma outra refere “as pessoas saíram dos balcões. Não sabemos quando temos voo porque não hà lá ninguém. Não temos comida e todas as lojas estão fechadas. Considero que se trata de uma situação inaceitável.”

As autoridades tailandesas apresentam outra versão. Entre as medidas aprovadas para apoiar os turistas está o alojamento com pequeno almoço em três dos hotéis da capital. Mongkol Nattaro, um dos responsável pelo turismo no país considera que “a maioria das pessoas está insatisfeita porque não pode ir para casa. Mas estamos a tentar fazer o nosso melhor. Estamos a tratar do alojamento, da comida, almoços e jantares, que é o que podemos fazer.”

Mas recuperar a confiança dos turistas é uma tarefa que não se adivinha fácil. Depois do Tsunami em 2005, a Tailândia tem pela frente a crise financeira mundial e uma situação política interna pouco auspiciosa. O braço-de-ferro entre manifestantes e governo promete abalar sectores essenciais como é caso do turismo que representa 6% do Produto Interno Bruto do país.

Entre Agosto de 2007 e igual período deste ano, a actividade tinha registado uma quebra superior a 30%. Um percentagem que deve aumentar em 20% já no próximo ano. O governo estima que um milhão de pessoas perca o emprego e fala de uma perda diária cerca de 85 milhões de dólares.

Em 2007 a Tailândia recebeu perto de 15 milhões de visitantes. Mas hoje o cenário é bem diferente. Estima-se que cerca de 30 mil pessoas cancelem, diariamente, os voos para este país do sudoeste asiático. Um turista americano admite que muitas pessoas deixem de visitar o país, mas acredita que a situação possa mudar no futuro.