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Bruxelas pisca o olho ao Leste

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Bruxelas pisca o olho ao Leste

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A União Europeia está de olhos postos no Leste. Bruxelas quer propor uma parceria a seis antigas repúblicas soviéticas. Mais lata do que a actual política de vizinhança, a nova parceria terá a forma de acordos de associação com a Ucrânia, a Geórgia, a Arménia, o Azerbaijão, a Moldávia e a Bielorrússia – países da esfera de influência da Rússia, que a Comissão quer aproximar dos padrões europeus, como explica Benita Ferrero-Waldner, comissária para as Relações Externas: “Esta ferramenta visa ajudar cada país a aproximar-se da União Europeia. Todos têm objectivos diferentes e estão em estados de desenvolvimento diferentes. Mas os padrões da União Europeia que tentam alcançar são os mesmos para todos eles.”

A futura Parceria Oriental deverá criar uma zona de comércio livre entre a Europa e estes países, que o presidente da Comissão, Durão Barroso, recusa considerar na “esfera de influência” russa: “A Guerra Fria acabou. Portanto, quando não há nenhuma Guerra Fria também não deve haver esferas de influência. Somos contra a ideia de esferas de influência.” Foi o conflito georgiano que acelerou a vontade de abertura a Leste. Mesmo se, a isso, se soma a necessidade de a Europa diversificar as suas fontes de energia. A Parceria Oriental deverá ser oficialmente lançada no Outono de 2009. A grande incógnita é a Bielorrússia, considerada a última ditadura da Europa.