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Tibete: pomo da discórdia entre a UE e a China

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Tibete: pomo da discórdia entre a UE e a China

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O encontro agendado para este sábado, entre o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e o dalai-lama irritou de tal forma a China, que a cimeira com a União Europeia, prevista em França, foi anulada por Pequim. Paris já tinha provocado a ira do governo chinês, aquando dos motins, em Lhasa, em Março último. Sarkozy ameaçou, então, não participar na abertura dos Jogos Olímpicos. “Penso que o povo chinês deve aprender a lição: o mais importante é respeitar as pessoas que vivem lá”, defende Thomas Mann, eurodeputado popular alemão. “Caso contrário, a China não escapará aos conflitos, às revoluções, às bombas… A via do dalai-lama é a melhor a seguir.”

A passagem da tocha olímpica pela Europa é muito atribulada. Londres, mas sobretudo Paris, tornam-se alvo das críticas de Pequim. Mas a União Europeia continua a falar de negócios com a China e a presidência francesa da União não boicota a cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos. Para o analista Jonathan Holslag, a Europa não tem peso suficiente a nível externo: “Se tivéssemos uma posição comum e forte, da Europa, apoiada pelo Conselho, a China, teria, pelo menos, senão de aceitá-la, pelo menos de enfrenta-lá. Comparemos com os Estados Unidos… O Dalai-lama foi mesmo recebido pelo presidente. Foi difícil, mas a China foi obrigada a viver com essa realidade.” Cinquenta e nove anos após a invasão do Tibete pelo exército chinês, Pequim continua a recusar as reivindicações autonomistas do território.