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Espanha de novo unida para condenar violência da ETA

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Espanha de novo unida para condenar violência da ETA

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“Unidos contra a ETA”, o lema voltou a reunir os principais partidos políticos espanhóis, um dia depois do assassínio de um empresário basco em Azpeitia. Centenas de pessoas concentraram-se esta manhã na localidade em homenagem àquela que é a oitava vítima mortal da organização separatista desde o fim da trégua de Março do ano passado.

Em Madrid os representantes dos principais grupos parlamentares estiveram reunidos para tentar reatar o chamado pacto anti-terrorista. O primeiro-ministro e o líder da oposição surgiram igualmente juntos, à saída do velório do empresário assassinado com dois tiros, por dois indivíduos que se encontram ainda a monte.

A polícia suspeita para já de um comando itinerante da ETA, responsável por outros assassínios de polícias, figuras políticas ou empresários. Para Xavier Arzalluz, ex presidente do partido nacionalista basco, “a vítima terá sido morta por alguém da região que conhecia os seus hábitos e que sabia que não tinha guarda-costas”. Ignacio Uria era proprietário de uma das empresas responsáveis pela construção da linha de alta velocidade basca. Um alvo prioritário para a ETA que considerava o projecto de linha de caminho de ferro como “alheio aos interesses” da região. Em Março do ano passado a empresa de Uria tinha sido já alvo de uma acção de sabotagem. Um dos empregados afirma que, “o ataque foi um golpe duro, podem atacar-se às máquinas ou aos escritórios, mas tirar a vida a uma pessoa é inadmissível”. Os empresários bascos denunciam o aumento do número de ameaças e cartas de extorsão da ETA nas últimos semanas. Enfraquecida pela detenção dos seus principais líderes e pela interdição das suas ramificações políticas, a ETA parece regressar aos métodos violentos do passado para assegurar a cobrança do “imposto revolucionário”. O Partido Popular exigiu ontem a interdição do partido nacionalista ANV, que governa a cidade de Azpeitia. A formação recusara-se a condenar o ataque de ontem, como já o tinha feito em Março, após o assassínio do vereador socialista Isaías Carrasco, em Mondragón, uma localidade igualmente governada pela formação.