Última hora

Última hora

Londres condenada por conservação indefinida de impressões genéticas

Em leitura:

Londres condenada por conservação indefinida de impressões genéticas

Tamanho do texto Aa Aa

Reino Unido condenado pelo Tribunal dos Direitos do Homem em Estraburgo por conservação indefinida de mostras de ADN. A queixa veio de dois cidadãos britânicos, uma criança de onze anos suspeito de roubo que pediu a destruição da mostra depois de inocentado e um homem de 38 anos acusado de assédio sobre a sua companheira igualmente inocentado. O Reino Unido é o único pais Europeu cuja legislação permite a conservação de dados pessoais de todas as pessoas suspeitas de terem cometido uma infracção, seja qual for a idade.

Os advogados das vítimas consideram inaceitável a conservação de ficheiros ADN nos arquivos da polícia. Nas esquadras pode-se registar o ADN e impressões digitais de todas as pessoas detidas mesmo que não tenham sido sujeitas a qualquer condenação penal. As autoridades britânicas consideram que este tipo de dados são cruciais para lutar contra a criminalidade. O governo britânico manifestou-se decepcionado com a decisão do tribunal. No total 4,4 milhões de pessoas fazem parte destes arquivos, sendo a maior base de dados do género do mundo