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Rebeldes e governo da RD Congo estão hoje frente-a-frente

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Rebeldes e governo da RD Congo estão hoje frente-a-frente

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Sob os auspícios do ex-presidente da Nigéria, Olegosun Obasanjo, mediador da ONU, os rebeldes Tutsis liderados pelo general Laurent Nkunda e o governo da República Democrática do Congo vão reunir-se esta segunda-feira para cimentar o frágil acordo de cessar-fogo em vigor.

Mas as negociações de paz correm o risco de descarrilar se Kinshasa insistir, como fez este domingo, em integrar outros grupos rebeldes nas discussões, conforme previsto num plano de paz elaborado em Janeiro e denunciado por Nkunda. Durante um encontro com a homóloga do Ruanda, Alex Thambwe Mwamba, chefe da diplomacia da República Democrática do Congo, mostrou-se confiante face ao empenho do país vizinho.

A ministra dos negócios estrangeiros ruandesa, Rosemary Museminali demonstrou satisfação pelo facto de Kigali contribuir para o esforço de paz mas rejeitou qualquer hipótese de um outro grupo rebelde, o FDLR, hostil ao Ruanda, entrar nas negociações. Rico em ouro e diamantes, o leste da república democrática do Congo voltou a ser palco de confrontos a partir de Agosto e está à beira de uma catástrofe humanitária.

A reunião desta segunda-feira recolhe algum optimismo internacional. No entanto, existe o receio de que a pausa para o diálogo sirva para o rearmamento e consequente recrudescimento da violência. Nesta região receia-se sobretudo a repetição de um grande conflito regional, à semelhança do ocorrido entre 1998 e 2003, quando morreram 5 milhões de pessoas. Dentro de meio ano, a ONU coloca no terreno mais 3000 capacetes azuis que se juntam aos 17 mil soldados já mobilizados.