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Pacote climático divide Estados-membros

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Pacote climático divide Estados-membros

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Uma imensa neblina abate-se sobre um acordo entre os Vinte e Sete no Conselho Europeu do final da semana sobre as alterações climáticas.

Este vai ser um dos principais temas da cimeira dos chefes de Estado e de governo dos Estados-membros de quinta e sexta-feira e com o aproximar da data da reunião de dois dias as exigências nacionais vão-se multiplicando.

Exigências que servem de teste às ambições da presidência francesa, que termina a 31 de Dezembro.

Em Março de 2007, os europeus comprometeram-se a reduzir em 20% as emissões de gases com efeitos de estufa em relação aos valores de 1990, aumentar o consumo de energias renováveis em 20% e poupar 20% de energia, tudo até 2020.

Em conferência de imprensa, Durão Barroso, que considerou esta cimeira a mais importante do seu mandato, pediu “a todos os Estados-membros que tenham um espírito de compromisso.” E considerou que “será uma derrota colectiva se todos disserem: ‘não, falámos das alterações climáticas durante todo este tempo, mas finalmente, vamos esperar por um momento melhor.’ Seria uma derrota para todos.”

Para esta cimeira, a última da presidência francesa, Nicolas Sarkozy definiu como prioridades a adopção de um plano de relançamento económico de 200 mil milhões de euros para ajudar a União Europeia a sair da recessão e a adopção do pacote climático e energético.

O comissário do Ambiente, Stravos Dimas, considera o pacote climático como uma parte da solução para a crise económica pois vai permitir criar empregos, aumentar os investimentos e tornar a UE menos dependente das importações de gás e petróleo.

Até aqui não parece haver grandes divergências entre Estados-membros. No entanto, quando se trata de pagar para ajudar os outros as coisas complicam-se. Londres e Berlim já fizeram saber que não estão dispostos a pagar pelos Estados membros que poluem mais do que devem.

A Comissão Europeia tinha proposto a criação de um fundo de solidariedade para ajudar os Estados mais poluentes a tornarem a sua indústria mais ecológica. Tendo em conta as posições britânica e alemã, a ideia parece ter morrido à nascença.