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Ambiente pesado no Conselho Europeu de Bruxelas

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Ambiente pesado no Conselho Europeu de Bruxelas

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As conclusões do Conselho Europeu de Bruxelas, que decorre hoje em Bruxelas, ameaçam ficar aquém das expectativas.

Na recta final da presidência francesa da União, os 27 deverão voltar a pôr à prova a capacidade de consenso sobre temas como a ratificação do Tratado de Lisboa, o plano de resgate económico ou a política energética e climática europeia.

Como nas anteriores reuniões, o optimismo de Paris contrasta com a irredutibilidade de alguns países, como a Alemanha.

A nove meses de tentar a reeleição, Angela Merkel encontra-se dividida entre os interesses dos 27 e os problemas internos em especial os que atingem a industria automóvel. Uma razão que justifica o cepticismo da Chanceler quanto às metas de redução de dióxido de carbono até 2020 ou face às medidas para travar a crise como a redução do imposto sobre o valor acrescentado.

No “coro do não”, Itália, mas também vários países do Leste da Europa, como a Polónia deverão fazer pressão para que Bruxelas reveja em baixa as metas ambientais.

Quanto à ratificação do Tratado de Lisboa, a Irlanda estará pronta a aceitar um compromisso para convocar um novo referendo até Novembro do próximo ano, em troca da manutenção do seu comissário no executivo europeu.