Última hora

Última hora

'não' nem sempre é 'não'

Em leitura:

'não' nem sempre é 'não'

Tamanho do texto Aa Aa

“Não é não” é o que vieram dizer, a Bruxelas, estes detractores irlandeses do Tratado de Lisboa. Numa altura em que a Irlanda afirma, aos parceiros, realizar um novo referendo antes de Novembro de 2009, em troca de algumas garantias, os manifestantes afirmam a sua determinação. “Nós, enquanto grupo de oposição, estamos mais determinados do que nunca. Estamos mais organizados do que estávamos da última vez. Só temos de arranjar alguns fundos e vamos organizar uma melhor luta do que a da última vez”, garante Frank Keoghan, o porta-voz do movimento.

Faz esta sexta-feira exactamente seis meses que os irlandeses disseram “não” ao Tratado de Lisboa. E, tal como disseram “não” ao Tratado de Nice, no primeiro referendo, para dizerem “sim” num segundo, sob certas condições, a Europa espera, agora, que o cenário se repita. Assim, se o Tratado for aprovado, ele deverá entrar em vigor a tempo para que a nova Comissão Europeia funcione segundo as regras de Lisboa. Para tal, a Comissão Barroso poderá continuar em funções um ou dois meses após o fim oficial do mandato. As regras do Tratado de Lisboa prevêem uma comissão reduzida, onde não haverá um comissário por país. Mas os parceiros estão dispostos a garantir à Irlanda a manutenção do seu Comissário. Os Irlandeses ganham, ainda, o direito a certas excepções, como o respeito da neutralidade militar do país ou a sua autonomia fiscal.