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Polícias gregos ficam em prisão preventiva

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Polícias gregos ficam em prisão preventiva

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Os dois polícias gregos implicados na morte de um adolescente de 15 anos, no sábado, vão ficar em prisão preventiva até ao final do julgamento por homicídio voluntário e colaboração em homicídio.

A decisão do juiz foi proferida esta quarta-feira depois de a defesa dos agentes ter assegurado que os primeiros dados do relatório de balística assinalam que o projéctil bateu primeiro numa superfície dura antes de atingir o coração e matar o adolescente.

À saída do tribunal, o advogado da defesa Alexias Cougias explicou que o seu cliente disparou para o ar “para salvar a sua vida e por causa destes infelizes eventos, a morte trágica de um jovem, ele e a sua família estão a ser destruídos.”

Alexis Grigoropoulos foi abatido por um polícia num dos bairros problemáticos de Atenas, depois de um carro patrulha ter sido atingido com uma bomba incendiária.

A morte do adolescente esteve na origem dos mais graves incidentes de sublevação social desde o movimento estudantil contra a Junta Militar grega em 1973.

Esta quarta-feira, a televisão pública grega difundiu imagens que mostram, que mesmo depois da morte do jovem de 15 anos, a polícia continua a utilizar armas de fogo para tentar impor ordem nas principais cidades do país.

As imagens parecem não demover os jovens helénicos que pelo quinto dia consecutivo continuam a resistir às forças da autoridade.

Esta noite houve ainda registo de algumas escaramuças entre jovens e polícia perto das Universidades de Atenas e Salónica, pelo quinto dia consecutivo.