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Governo grego man

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Os protestos em Atenas aumentam a pressão sobre o governo grego, que mantém o silêncio ao sétimo dia de manifestaçôes.

Os estudantes que ocupam várias universidades na capital convocaram uma nova marcha de protesto para esta tarde, onde à revolta pela morte de um jovem manifestante se soma o descontentamento face à política social e económica do executivo conservador. Um comerciante calcula a factura dos estragos dos últimos dias entre quatro e cinco milhões de euros. “A minha loja ficou completamente destruída, a mercadoria foi incendiada não ficou pedra sobre pedra”. Ontem à noite a polícia voltou a carregar sobre uma manifestação de estudantes mas também de vários representantes sindicais. Os confrontos resultaram na destruição de várias lojas e agências bancárias, ameaçando agravar a frágil situação económica do país. O vice-presidente da associação comercial de Atenas lamenta que, “desde segunda-feira, o comércio encontra-se parado no centro da cidade. Se a situação continuar assim as perdas para o sector serão incalculáveis, somadas aos efeitos da crise económica sobre comerciantes e bancos”. O executivo anunciou ontem um plano de ajuda aos comerciantes afectados cujas perdas totais ascendem a duzentos milhões de euros. Uma medida que não acalma os protestos contra as reformas económicas do governo, depois de um mandato de 4 anos marcado por escândalos sucessivos.