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Excepções e isenções ao pacote climático suscitam críticas

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Excepções e isenções ao pacote climático suscitam críticas

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Um ambicioso plano vinculativo de luta contra as mudanças climáticas. Foi assim que a Comissão Europeia e a presidência francesa da União classificaram o acordo sobre o pacote climático. Uma revolução verde à qual vão tentar agora aliar os parceiros internacionais, a começar pelos Estados Unidos de Barack Obama.

Os objectivos, definidos o ano passado, são os chamados “três vintes”: reduzir em 20% as emissões de CO2, aumentar em 20% o consumo de energias renováveis e economizar 20% de energia, tudo até 2020, face aos valores de 1990. Mas certos países e certas indústrias farão mais esforços do que outros. Os países do Leste, por exemplo, serão ajudados As suas centrais a carvão só vão pagar totalmente os direitos de poluição em 2019 e beneficiarão do mecanismo de solidariedade, que lhes permitirá ter direito a mais quotas de emissão de CO2. Um pouco por toda a Europa, as cimenteiras, por exemplo, estarão isentas do pagamento das suas quotas. A Alemanha e a Itália também fizeram pressão para que outros sectores industriais fiquem parcial ou temporariamente isentos do pagamento das suas quotas de poluição. Excepções e isenções que suscitam críticas por parte do eurodeputado verde Claude Turmes: “Noventa e seis por cento das empresas de produção europeias não vai pagar para poluir. Noventa e seis por cento! Portanto, só quatro por cento é que vai aplicar o princípio poluidor-pagador. Portanto, não é normal!” O pacote climático faz parte das matérias tratadas em codecisão. O que significa que o acordo agora alcançado pelos Estados membros terá se ser aprovado pelo Parlamento Europeu. O voto está agendado para quarta-feira.