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Cimeira do clima da ONU termina com mau estar

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Cimeira do clima da ONU termina com mau estar

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Foi com um certo azedume que terminou a conferência das Nações Unidas, em Poznam, na Polónia, destinada debater os caminhos a seguir para substituir o protocolo de Quioto que termina em 2012.

Durante o debate ficou estabelecido um fundo de adaptação de apenas 60 milhões de euros anuais destinado aos países afectados por desastres naturais originados pela alteração climática. Só a conferência custou metade desse valor. Uma quantia irrisória mas o Alto-comissário das Nações Unidas para o Clima, Yvo de Boer, referiu terem conseguido um plano de trabalho que vai levar a intensas negociações. De acordo com a ONU, as nações mais pobres vão necessitar de dezenas de milhares de milhões de euros por ano até 2030 para fazer frente às alterações climáticas. O director da Iniciativa Global do fundo de vida animal WWF, Kim Carstensen, diz que nesta conferência voltaram a existir os mesmos problemas de sempre. “Existe um vazio que separa os países ricos das nações pobres. Existe muito pouco dinheiro para os países pobres enfrentarem os problemas do clima, para as pessoas mais pobres, afectadas por inundações, secas e outras coisas”, referiu. O protocolo de Quioto expira em 2012 e espera-se que no final do próximo ano, em Copenhaga seja assinado um novo acordo sobre um clima em mutação.