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China e Taiwan aproximam-se

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China e Taiwan aproximam-se

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As relações económicas entre Taiwan e o maior parceiro comercial, o continente chinês, tornaram-se mais estreitas com as novas linhas aérea e marítima. O fim da interdição destas vias, que data desde 1949, inclui o reatamento da ligação postal.

Deixou de haver razão para fazer desvios por Hong Kong e Macau. Agoras são apenas 160 km entre o continente chinês e Taiwan. Além das vantagens económicas do reatamento dos laços, a aproximação política é saudada pelo presidente de Taiwan. Ma Ying-jeau considera que se inicia a reconciliação de ambos os territórios. Deixou de haver posições de confronto, de conflito. Ou seja, as negociações substituiram o confronto e a reconciliação substituiu o conflito.” No entanto, alguns opositores do regime levantam a voz contar o que consideram ser a perda de soberania, conseguida em 1949. Nesse ano, milhares de chineses fugiram do continente para ilha da Formosa, seguindo os passos dos nacionalistas do Koumintang. Depois de 20 anos de guerra civil, Chiang Kai Shek fundou a China nacionalista em Taiwan e Mao Tsé Tung fundou a República Popular da China. Pequim nunca reconheceu Taiwan, apesar de agora defender a “reunificação pacífica”, aplicando a fórmula já adoptada com Hong Kong e Macau de “um país, dois sistemas”, mas ameaça “usar a força” se a ilha proclamar a independência. A fórmula “um país, dois sistemas”, lançada no início da década de 1980, foi, aliás, criada para favorecer a reunificação com Taiwan. Com a chegada do Koumintang ao poder as relações bilaterais melhoraram e o inimigo histórico do partido comunista chinês deixou de defender a independência. No caso de Taiwan, a China promete que a ilha poderá também manter as suas forças armadas e ter um representante no governo central.