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Trabalhar mais do que 48 horas por semana, nem pensar. Este é o parecer do Parlamento Europeu que, aprovou uma alteração crucial que põe fim às excepções à regra. Por 421 votos a favor e 273 contra, os eurodeputados decidem que, em breve, nenhum trabalhador poderá fazer mais do que 48 horas por semana – o texto previa semanas até 65 horas.

O voto, em segunda leitura, satisfaz o relator do texto, o socialista espanhol, Alexandro Cercas: “Façamos a reconciliação, a sério, da vida familiar e social – a Europa social.” São os ingleses quem mais utiliza o chamado ‘opt-out, que lhes permitia semanas de trabalho até 60 horas. Para o eurodeputado britânico Stephen Hughes, este voto é uma vitória: “Tenho a certeza que vamos entrar num debate sobre quando é que acaba o ‘opt-out’ e que tipo de período de transição vamos ter… Sinceramente, e já o disse aos ministros, não estou nada preocupado. Não me interessa se são 6,7 ou 8 anos – o que interessa é saber que, um dia, o ‘opt-out’ vai acabar.” Os eurodeputados recusaram que o tempo de inactividade dos médicos que estão de ‘banco’ não fosse considerado como trabalho efectivo. Para Philippe de Buck, director-geral Business Europe, da confederação europeia do patronato, a questão continua, pois, por resolver: “Regulamentar o tempo de ‘banco’ dos médicos era o que estava na origem da revisão da directiva. Algumas pessoas, a começar pela Comissão, quiseram alargar o tema. E agora a nova comissão, que entrará em funções no próximo ano, vai ter de retomar o problema desde o ponto zero.” Esta semana, milhares de pessoas tinham-se manifestado em Estrasburgo, contra a revisao da directiva sobre o tempo de trabalho.

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