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Madoff em prisão domiciliária e com pulseira electrónica

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Madoff em prisão domiciliária e com pulseira electrónica

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Bernard Madoff vê endurecidas as condições da liberdade sob caução. O ex-presidente do Nasdaq, responsável por uma das maiores fraudes da história de Wall Street, foi colocado sob prisão domiciliária, a partir das sete horas da tarde e durante a noite. Durante o dia, os seus movimentos vão ser controlados através de uma pulseira electrónica. Segundo o grupo encarregue de executar a liquidação judicial da sociedade de corretagem de Madoff, serão precisos vários anos para fazer a triagem das perdas dos investidores e apurar todos os bens da empresa. Para o editor da revista Forbes, a surpresa de muitos com o escândalo tem uma explicação simples.

Bob Lenzner diz que Madoff “não vivia uma vida exuberante, não tinha grandes iates. Foi uma combinação de factores: o que ele aparentava ser, a forma de estar, a suposta boa reputação e a filantropia”. Foi o próprio Madoff que quantificou em 50 mil milhões de dólares o montante da fraude que chocou investidores e mercados. Em Portugal, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários divulgou esta quarta-feira que os fundos portugueses têm uma exposição de 76 milhões de euros ao esquema fraudulento. O banco espanhol Santander é a maior vítima na Europa, com prejuízos potenciais de dois mil e trezentos milhões de euros.