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Cérebro do genocídio no Ruanda condenado a prisão perpétua

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Cérebro do genocídio no Ruanda condenado a prisão perpétua

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O Tribunal Penal Internacional para o Ruanda, com sede em Arusha na Tanzânia, condenou esta quinta-feira a prisão perpétua o antigo coronel do exército ruandês, Theoneste Bagosora, acusado de ter sido o cérebro do genocídio no Ruanda em 1994 no qual se estima que 800 mil pessoas tenham perdido a vida. Os antigos militares, Anatole Nsengiyumva e Aloys Ntabakuze, foram igualmente condenados a prisão perpétua por genocídio. O tribunal declarou ainda a inocência do general Gratien Kabiligi.

Reagindo ao veredicto, um perito em justiça internacional para a organização de defesa dos direitos humanos, Human Rights Watch, afirmou que levou sete anos até se chegar a esta decisão. Reed Brody adiantou que a decisão do tribunal envia um sinal claro a todos os tiranos do mundo. O tribunal da ONU tem agora até ao final do ano para terminar as suas actividades. O orgão continuará activo até 2010, data-limite para decidir sobre quaisquer recursos interpostos. A Assembleia Geral da ONU está neste momento a debater a extensão do mandato deste orgão que iniciou funções em 1997.