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Ruanda: perspectiva histórica

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Ruanda: perspectiva histórica

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O genocídio no Ruanda ocorreu entre os meses de Abril e Maio de 1994. Durante cerca de uma centena de dias estima-se que 800 mil ruandeses tenham sido mortos. A maior parte das vítimas pertenciam à etnia minoritária, os Tutsi. Elementos da etnia Hutu são apontados como os principais responsáveis pela violência.

A morte do presidente ruandês, Juvenal Habyarimana, um Tutsi, é apontada como o factor que despoletou a série de massacres. O avião em que o presidente seguia foi abatido a tiro e despenhou-se nas imediações do aeroporto da capital, Kigali, a 6 de Abril de 1994. No espaço de poucas horas, a campanha de violência espalhou-se pelo país. Para além de Tutsis também Hutus moderados foram atingidos pela campanha de violência. O Conselho de Segurança das Nações Unidas fracassou ao tentar reforçar o papel da pequena força de manutenção de paz presente no país. O contingente da ONU acabaria por se retirar após o assassinato de 10 capacetes azuis. A violência no Ruanda levou à fuga de milhares de pessoas para os países vizinhos, o Burundi, Tanzânia, Uganda e República Democrática do Congo, país onde se encontram milícias Hutu. Entre os refugiados contam-se muitos dos implicados nos massacres.