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Bélgica à espera da decisão de Alberto II

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Bélgica à espera da decisão de Alberto II

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Ao fim de dois dias de consultas entre o rei Alberto II e os líderes dos partidos políticos do executivo de Bruxelas, a Bélgica aguarda pelo anúncio do seu futuro político.

O monarca ainda não se pronunciou sobre se aceita ou não o pedido de demissão do governo apresentado na sexta-feira pelo primeiro-ministro Yves Leterme, mas a solução que parece ter mais consistência é a da nomeação de um governo de transição com um novo primeiro-ministro. O deputado Bart Somers defende que a nomeação de um chefe de governo interino até Junho altura em que seriam convocadas eleições legislativas ao mesmo tempo que as europeias, “é uma boa solução.” Quanto ao nome do político que deverá ocupar o cargo de chefe de executivo, há quem defenda um regresso de Guy Verhofstadt. O deputado Herman de Croo, do partido do ex-primeiro-ministro, afirma que “há a família liberal e o senhor Reynders, mas é preciso ter em conta que os liberais não são o partido mais forte da coligação, há que ser modesto e reconhecê-lo, mas Guy Verhofstadt tem as capacidades necessárias para ocupar o cargo. Para além de Verhofstadt, os nomes mais falados são os de Herman Van Rompuy, homem da confiança do rei Alberto II e antigo ministro do orçamento, e o de Jean-Luc Dehaene, primeiro-ministro entre 92 e 99 e cujo nome circula desde o início desta nova crise política.