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Governo de transição ganha força

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Governo de transição ganha força

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Mantêm-se o silêncio no Palácio Real de Bruxelas.

O rei Alberto II deve pronunciar-se, esta segunda- feira, sobre o pedido de demissão apresentado pelo primeiro-ministro, Yves Leterme. O democrata cristão flamengo propôs a demissão do executivo belga na passada sexta-feira na sequência de alegadas pressões sobre a justiça no caso Fortis. Leterme já excluiu o regresso ao cargo e a formação de um governo de transição ganha cada vez mais força. O ideal, afirma o analista político Hervé de Ghellinck, “é formar um governo de transição apoiado pelos partidos da coligação.” Isto porque, adianta, acelera o processo e permite substituir o chefe de governo e o ministro da justiça. Caso contrário, “vai ser necessário renegociar uma declaração governamental, e isso leva tempo.” Na linha da frente para suceder a Yves Leterme surgem dois antigos chefes de governo. É o caso de Jean-Luc Dehaene, que assumiu o cargo de primeiro-ministro entre 92 e 99 e do ex-chefe de governo, Guy Verhofstadt. O nome do próximo primeiro-ministro e por quanto tempo são duas das principais questões colocadas pelos cidadãos belgas, que pedem estabilidade política para lidar com a crise económica internacional.