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Moscovo recebe Fórum de países exportadores de gás

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Moscovo recebe Fórum de países exportadores de gás

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A Rússia preside esta terça-feira a uma reunião de países exportadores de gás em Moscovo.

O encontro é visto com desconfiança por parte das nações consumidoras, que se opõem à criação de um cartel que influencie os preços da matéria-prima,à semelhança do que acontece com o petróleo. O encontro na capital russa vai reunir uma dúzia de membros do Fórum de países exportadores de gás. Para o perito em Energia, Tom Mundy, a Rússia “terá vantagens” num eventual “cartel de produtores de gás, porque assumirá claramente a liderança. Será capaz de exercer pressão globalmente em termos da exportação e preços do gás”. Mundy acrescenta que, no entanto, “é difícil ver como [um cartel desse tipo] será rapidamente formado” no contexto actual. O gás está no centro de um conflito tenso entre a Rússia e a Ucrânia. Kiev deve mil e quatrocentos milhões de euros ao gigante russo Gazprom, que alertou os clientes europeus para a eventualidade de problemas no fornecimento. Oitenta por cento do gás russo com destino à Europa passa por território ucraniano. Andrew Somers, representante da Câmara do Comércio Norte-Americana na Rússia, defende que o Kremlin “está concentrado na resolução da crise financeira global e não focado na questão da pressão do gás”. De Minsk chegaram boas notícias para a Europa. O presidente bielorusso Alexandre Lukashenko e o homólogo russo Dmitri Medvedev obtiveram um acordo sobre o preço do gás fornecido à Bielorrússia em 2009, deixando aberta uma alternativa para o abastecimento aos países europeus.