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Gás na Europa

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É cada vez maior a necessidade de resolver a dependência dos hidrocarburantes russos por parte da União Europeia. As sucessivas crises entre a Geórgia e a ucrânia, a par da crónica falta de investimento nos campos de extracção de gás da Rússia…obrigaram os europeus a pensar na redução dessa dependência.

Actualmente, a Gazprom está no topo da pirâmide… com o controlo de 94% da produção russa de gás natural. 80% transita p’la Ucrânia, com destino à Europa. 43% do gás necessário nos países europeus chega da Rússia. Prevê-se um aumento de vinte por cento até 2030. Esta dependência é recíproca… já que dois terços das exportações de gás russas vão para países da União Europeia. No centro desta parceria obrIgatória, estão os quilómetros de gasoduto em território ucraniano. Tanto Bruxelas como a Rússia tentam contornar este país…face ás tensões constantes registadas entre Kiev e Moscovo. Por isso, aposta-se na construção das duas novas rotas até 2013… uma a Norte e outra a Sul. O primeiro projecto, já ratificado por Putin e Shroeder, vai ligar as jazidas de gás do mar de Barentz à Alemanha; por uma via submarina de mil e duzentos quilómetros através do Mar Báltico. O Southstream, assinado em 2007, entre a italiana Eni e a russa Gazprom… estabelece a construção de 900 quilómetros de tubos submarinos, desde a Sibéria Ocidental até à Bulgária e Itália. Também nestes dois casos, a entrega do gás siberiano é feita actualmente via Ucrânia. Um gasoduto sobe p’la Roménia e Hungria até à Europa do Norte… o outro atravessa a Sérvia, o Mar Adriático, e acaba em território italiano. O Southstream fica concluído daqui a 4 anos e o projecto do Norte já em 2012. Mas… há uma terceira via, a Sul: chama-se Nabucco: o único projecto de gazoduto independente da Rússia e da Ucrânia: Orçado em mais de 4 mil milhões de euros, a Europa desenvolve este projecto ao lado dos Estados Unidos. O Nabucco vai transportar o gás do Mar Cáspio e da Ásia Central até à outra extremidade do continente europeu; evitando a Rússia e a Ucrânia. Com estes três cenários, daqui a três anos o panorama das rotas do gás na Europa pode estar profundamente alterado.