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Guiné-Conakri, gole de Estado

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Guiné-Conakri, gole de Estado

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A situação continua tensa na Guiné-Conakry. Após a morte do Presidente Lansana Conté, há dois dias, já é oficial o Golpe de Estado, anunciado ontem por uma facção do exército guineense.

Entretanto, os militares revoltosos afirmam que alguns generais leais a Conté estão a recorrer a mercenários de países vizinhos, para travar o Golpe de Estado. Moussa Camara, porta-voz do grupo, diz que os mercenários já entraram no país. A conjuntura é ainda dúbia, apesar do anúncio da suspensão da Constituição e do Governo. O Primeiro-Ministro afirmava ontem que o seu gabinete continua a governar a Guiné. Esta manhã, a Junta militar anunciou a intenção de realizar eleições em Dezembro de 2010. O presidente da Assembleia Nacional, por seu lado, apelou à comunidade internacional para não deixar que o Golpe de Estado seja bem sucedido. De acordo com a Constituição guineense, é ele quem assume a chefia do Estado em caso de vazio de poder; e no prazo de 60 dias devem ser organizadas eleições democráticas. O Conselho de Paz e Segurança da União Africana está reunido de urgência, em Adis Abeba, para analisar a situação. O funeral do presidente Conté vai realizar-se na sexta-feira.