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Bélgica espera discurso natalício do rei sem solução para nova crise política

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Bélgica espera discurso natalício do rei sem solução para nova crise política

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A Bélgica espera que o tradicional discurso de Natal do rei Alberto II dê algum indício de uma saída para a nova crise política.

Mas as dificuldades em encontrar um novo Governo depois da demissão em bloco do executivo liderado por Yves Leterme deixa antever uma intervenção monárquica que não oferecerá soluções. O veterano ex-primeiro-ministro Wilfried Martens, mediador designado por Alberto II, iniciou esta terça-feira os contactos com os principais líderes políticos. Em declarações à televisão flamenca VRT, Martens mostrava esperanças de encontrar uma solução para o vazio de poder antes do Ano Novo. Depois de ter recebido os presidentes do Congresso e do Senado, bem como os líderes da coligação cessante, o “explorador” real recebe, na véspera de Natal, vários dirigentes da oposição. Nas ruas de Bruxelas, a população não se mostra confiante. Um belga diz que “a crise política é como uma grande anedota. Substituir um [Governo] por outro, não mudará nada. Existem demasiados problemas com os partidos”. Outra diz que os belgas “já não sabem o que pensar destas histórias. Estão à espera para ver o que vai acontecer. Querem simplesmente que sejam tomadas as decisões necessárias”. Persistem três grandes incógnitas: quem vai substituir Leterme, que abandonou o cargo depois de ser acusado de pressionar a Justiça no caso Fortis, até quando permanecerá no cargo e qual será a composição do próximo executivo.