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Paquistão presta homenagem a Benazir Bhutto

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Paquistão presta homenagem a Benazir Bhutto

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Milhares de paquistaneses juntaram-se, este sábado, em Rawalpindi, a aldeia natal de Benazir Bhutto, para assinalar o primeiro aniversário do seu assassinato. A entrada no mausoléu foi rigorosamente controlada, para evitar possiveis acções violentas. A antiga primeira-ministra foi assassinada a 27 de Dezembro de 2007, num atentado que ainda hoje não está esclarecido.
 
Os seus apoiantes, pedem a entrada em funções da Comissão de Inquérito, prometida pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki Mon. “Nós estamos aqui para assinalar o primeiro aniversário do assassinato de Benazir Bhutto. Nós somos seguidores e apoiantes de Benazir Bhutto e voltaremos aqui sempre”, disse um dos presentes.
  
Para além das comemorações populares, houve também uma cerimónia oficial, presidida pelo viúvo de Benazir, Asif Ali Zardari, o actual presidente da república. “Os tiranos mataram Benazir, mas não mataram as suas ideias”, disse Zardari. “Foi um atentado que pretendeu atingir sobretudo, as estruturas democráticas do país”, ainda de acordo com o viúvo.
 
Depois de anos de exílio em Londres, Benazir Bhutto regresso a Islamabad para liderar a campanha eleitoral do Partido do Povo Paquistanês, fundado pelo seu pai, o também antigo primeiro-ministro, Ali Bhutto. Logo após a chegada, escapou a um atentado que matou 140 dos seus apoiantes. Após dois meses de campanha eleitoral repleta de tensão, Benazir foi assassinada, durante uma acção com apoiantes.
 
A Scotland Year e a CIA prometeram ajuda, há fotos e imagens televisivas, mas tudo isto tem sido insuficiente para identifiar e punir os assassinos. O anterior governo atribuiu o atentado a um militante da Al Qaeda, mas sem o identificar. A última esperança, é a Comissão de Inquérito, nomeada pela ONU.