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Homenagem a Benazir Bhutto

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Homenagem a Benazir Bhutto

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Mais de 150 mil pessoas desfilaram, este sábado, em frente do túmulo da antiga primeira ministra paquistanesa, Benazir Bhutto. Foram as comemorações do primeiro aniversário do seu assassinato, ocorrido em plena campanha eleitoral, para as eleições legislativas. A concentração aconteceu em Garhi Khuda Balsh, a aldeia natal de Benazir, onde está o mausoléu que acolhe ainda os restos mortais do seu pai, o também antigo primeiro-ministro, Ali Bhutto e dos outros dois irmãos, todos falecidos em condições estranhas.

Uma cerimónia marcada pela emoção e também pelos protestos. Protestos contra a investigação que, até hoje, não identificou os autores do atentado que continuam impunes. Os filhos assistiram às cerimónias, assim como o marido, Asif Ali Zardari, actual presidente da república que, em palavras sentidas, recusou a guerra e a violência: “Nós perdemos o nosso povo. Perdemos os nossos familiares. Apesar deles e apesar disso, nós não falamos de guerra. Nós não falamos de vingança. Nós falamos sobre o nosso avanço na História”. Benazir Bhutto regressou a Islamabad, em Outubro de 2007, para liderar a candidatura do Partido do Povo Paquistanês, às eleições legislativas. Pouco depois da chegada, escapou a um atentado, no qual morreram 140 dos seus apoiantes. Dois meses depois, a 27 de Dezembro, os tiros foram certeiros. Numa acção de campanha, a mulher que queria voltar a comandar os destinos do Paquistão morreu, no meio de uma guerra de nervos. Nem a Scotland Year, nem a CIA, nem as autoridades paquistanesas conseguiram explicar o atentado.