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Mundo árabe reage com manifestações à ofensiva isarelita em Gaza

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Mundo árabe reage com manifestações à ofensiva isarelita em Gaza

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Um pouco por todo o mundo árabe, multiplicam-se as manifestações contra os ataques israelitas a Gaza, que já resultaram em mais de 290 mortos. No Líbano, a polícia lançou gás lacrimógeneo para dispersar alguns jovens que prostestavam em frente à embaixada do Egipto. Os manifestantes acusam o Cairo de não estar a fazer o suficiente para que os palestinianos possam escapar ao bloqueio israelita.

Também em Beirute, algumas horas antes, cerca de mil pessoas, apoiantes do Hezbollah, juntaram-se às portas do edifício das Nações Unidas. Um dos manifestantes apela a todo o mundo árabe para que “questione os seus líderes”, já que Israel “não pode continuar as suas acções, com a conivência dos representantes árabes”. Na capital egípcia, milhares de estudantes universitários manifestaram-se contra a ofensiva israelita em Gaza e condenaram o “silêncio árabe” perante aos ataques. O presidente palestiniano também esteve no Cairo para discutir o esforço do Egipto e da Liga Árabe para pôr fim ao conflito isarelo-palestiniano. Mahmoud Abbas apelou ao Hamas para que renove a trégua com o estado hebraico e que evite mais “derramamento de sangue” na Faixa de Gaza. “Já estabelecemos contactos directos e indirectos com os dirigentes do Hamas para continuar a trégua com Israel, mas infelizmente eles recusaram-na. O que custou a vida a centenas de palestinianos. Se o Hamas tivesse aceite, poderiam ter-se evitado os ataques”. “O silêncio árabe está por detrás das bombas” foi o slogan escolhido por manifestantes sunitas na cidade iraquiana de Samarra. Mais a norte, em Mossul, um bombista suicida numa bicicleta fez-se explodir no meio de uma multidão de 1.300 manifestantes. Uma pessoa morreu e dezasseis outras ficaram feridas.