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A difícil tarefa do provável primeiro-ministro da Bélgica...

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A difícil tarefa do provável primeiro-ministro da Bélgica...

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Herman Van Rompuy foi encarregado pelo rei da Bélgica de uma missão: formar um novo governo. Aos 61 anos, o actual presidente da Câmara dos Deputados tenta suceder a Yves Leterme, obrigado a demitir-se após o escândalo Fortis. Leterme e o ministro Jo Vandeurzen são acusados de terem pressionado a Justiça a validar o plano de salvamento do Banco Fortis e o resgate dos seus activos belgas pelo BNP-Paribas.

Político discreto, conhecido pela moderação, Herman Van Rompuy é, para muitos, um sábio da política belga. Presidiu o partido democrata-cristão flamengo de 1988 a 1993. “O seu sentido de humor poderá, certamente, ser muito útil, mas, em todo o caso, ele tem três qualidades. É um homem que tem um certo sentido de liderança. É um homem que tem demonstrado uma verdadeira criatividade e, enfim, um sentido de compromisso, apreciado tanto na Flandres como na parte francófona. São qualidades de que ele vai realmente precisar”, realça o analista político, Pierre Vercauteren. Eleito pelo círculo de Bruxelles-Hal-Vilvorde, Van Rompuy é a favor da divisão deste distrito eleitoral. No entanto, é considerado francófilo e estará prestes a fazer concessões, enquanto Leterme era julgado demasiado radical neste assunto. Um dossiê ultra-sensível, que está no centro da crise política e linguística entre flamengos e francófonos. Um tema que virá, de novo, à tona em 2009, com as eleições regionais. Outro dossiê: a crise financeira. Van Rompuy vai ter de conseguir aprovar o Orçamento para 2009. Economista de formação e antigo ministro do Orçamento, fez a Bélgica entrar na zona euro, baixando a dívida, graças a um plano de rigor. Mas o desafio mais importante vai ser mesmo a duração do seu eventual Governo… Os cinco partidos da coligação parecem descartar a possibilidade de um executivo provisório, mas nada garante que o futuro governo dure até ao fim da actual legislatura, em 2011.