Última hora

Última hora

Pode o ataque israelita à Faixa de Gaza incendiar todo o Médio Oriente?

Em leitura:

Pode o ataque israelita à Faixa de Gaza incendiar todo o Médio Oriente?

Tamanho do texto Aa Aa

Há quem apele a uma terceira intifada e ao recomeço dos atentados suicidas em Israel. Os raides aéreos israelitas desencadearam uma série de manifestações na região. Em Ramallah e em Hebron, na Cisjordânia, os protestos acabaram em confrontos, entre manifestantes palestinianos e as forças de segurança israelitas.

“A situação actual em Gaza exige um levantamento árabe e palestiniano. As declarações que condenam e responsabilizam o Hamas não ajudam o povo palestiniano e são inapropriadas dado o número de vítimas”, diz o líder do Hamas no Conselho Legislativo Palestiniano, Ayman Daragmeh. O líder do movimento radical libanês Hezbollah, Hassan Nasrallah, apoia a Terceira Intifada, defendida pelo chefe do Hamas no exílio. Nasrallah, que diz estar preparado para responder a uma eventual acção israelita no sul do Líbano. O Irão, próximo do Hezbollah e do Hamas, também reagiu à ofensiva israelita. Proclamou, na segunda-feira, um dia de luto nacional. Também neste país, milhares de pessoas saíram às ruas para protestar contra a operação militar, que parece ter reforçado o eixo Hamas, Hezbollah, Irão. Do outro lado da barricada, o Governo israelita defende-se. “Durante oito anos, tentámos tudo. tentámos tréguas, operações cirúrgicas, evacuámos a Faixa de Gaza. Tentámos tudo, mas nada funcionou. Infelizmente, estamos perante um adversário feroz, fanático, que não compreende que queremos pura e simplesmente viver em paz”, justifica o porta-voz do Executivo israelita, Avi Pazner. Em Jerusalém, a cidade dividida, manifestaram-se duas facções da sociedade israelita. De um lado, manifestantes de direita. Do outro, cidadãos de esquerda, entre os quais israelitas de origem árabe, exigindo o fim das operações militares em Gaza.