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Quatro dias de guerra sem fimà vista

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Quatro dias de guerra sem fimà vista

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O socorro às vítimas é a grande prioridade dos hospitais da Faixa de Gaza, a viverem uma situação de ruptura.

Há 1500 feridos, um número excessivo, para as precarias infra-estrutras de Gaza. Há poucos hospitais, sem equipamento, nem consumíveis, e com um número de médicos muito reduzido. Teme-se que uma parte imprtante destes feridos acabe por morrer, por deficiência dos meios de socorro. Os funerais tornaram-se uma constante, nos últimos quatro dias. E os das crianças suscitam a maior emoção. São as mais inocentes das vítimas. As imagens da desgraça multiplicam-se e as cidades de Gaza e Rafah são as mais destruídas. As equipas humanitárias da ONU estão no terreno e têm lançado sucessivos apelos. Alguns já escutados por Isarel que permitiu a entrada de cinco ambulâncias oferecidas pela Turquia. Também foi autorizada a entrada de 100 camiões com ajuda humanitária e alimentar, mas a progressão no terreno é extremamente lenta. Esta terça-feira, a marinha israelita interceptou um barco com ajuda humanitária, fretado por militantes pró-palestinianos que tentavam furar o bloqueio imposto por Israel à Faixa de Gaza. O barco “Dignidade” não obdeceu à ordem de paragem da marinha e acabou por ser tocado por uma vedeta que lhe provocoiu alguns estragos. A bordo, seguiam a antiga congressista norte-americana, Cynthia Mckinney, e o reporter da Al Jazira, Sami al-Hajj, que chegou a estar detido em Guantânamo. A acção terminou, com o regresso do barco à Ilha de Chipre.