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Novo governo para uma Bélgica numa longa crise

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Novo governo para uma Bélgica numa longa crise

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A Bélgica já tem governo. Herman Van Rompuy tomou posse como primeiro-ministro de um novo governo de coligação esta terça-feira.

Em relação ao executivo anterior, o de Ives Leterme, pouco muda. Da aliança fazem parte os mesmos cinco partidos – dois flamengos e três francófonos. A maior parte dos ministros é reconduzida nos cargos. O terceiro governo em ano meio conhece três caras novas, em relação ao precedente. Mudam os responsáveis pela Justiça, pela Administração Interna e pela Função Pública. Apesar de um novo executivo, os desafios são os mesmos, nomeadamente, resolver um longa e grave crise em torno das divisões linguísticas, e uma recessão económica. Didyer Reynders, líder do Partido Francófono Liberal e ministro das finanças: “Como sabe, na Bélgica nunca temos certeza de nada. Este é o terceiro governo em 18 meses. Eu conheci dois governos em 8 anos por isso, vamos ver”. Começa uma nova etapa na Bélgica mas nada garante que os velhos problemas sejam resolvidos. O espectro de divisão e consequente extinção do pais esteve presente por diversas vezes nos últimos meses.