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República Checa assume presidência rotativa da União

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República Checa assume presidência rotativa da União

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Ano novo, presidência nova. No primeiro dia de 2009, a República Checa sucede à França, no comando da União Europeia.

É a primeira vez que o país assume a presidência rotativa da UE, numa altura em que tem um chefe de Estado eurocéptico. Já o primeiro-ministro acredita numa Europa unida. Para celebrar a ocasião, o Governo mandou realizar um anúncio televisivo, com imagens doces e uma frase com um travo amargo. O slogan publicitário pode ser interpretado de duas formas: “Vamos adoçar a Europa” ou “Vamos fazer a vida negra à Europa”. O que é certo é que a discórdia entre os principais responsáveis do país ameaça complicar a presidência checa. O presidente Vaclav Klaus, que se recusa a hastear a bandeira da UE no Castelo de Praga, diz que os projectos de auxílio ao sector financeiro são “velho socialismo” e que o Tratado de Lisboa “contradiz a soberania Checa”. “Sou eurocéptico. Todas as nações da União Europeia deveriam ter os seus privilégios e um deles é que no castelo deveria estar hasteada a bandeira checa e não a europeia”, diz um cidadão checo. “Acho que a presidência significa que nós, enquanto nação, vamos tornar-nos mais visíveis. Devemos esperar é que o nosso primeiro-ministro faça um bom trabalho”, contrapõe outro cidadão. A segurança energética é a prioridade da primeira presidência checa da União Europeia.