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O que trouxe a revolução aos cubanos?

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O que trouxe a revolução aos cubanos?

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A 1 de Janeiro de 1959, Fidel Castro proclama o início da Revolução, na varanda da Câmara Municipal de Santiago de Cuba. Uma revolução que começa por ser nacionalista, mas que rapidamente toma uma orientação pro-soviética e marxista, numa época de frequentes confrontos entre Washington e Moscovo. 50 anos depois, Fidel Castro já não é o chefe de Estado, mas o “líder máximo” deixou uma pesada herança aos cubanos, como o embargo americano.

Eloy Gutierrez Menoyo fez a Revolução com Castro, mas hoje é um dissidente: “O problema deste país não é apenas o embargo dos Estados Unidos. São os múltiplos embargos que existem neste país: o embargo cultural, o embargo da escolha profissional, o embargo da liberdade de se reunir, o embargo de tudo, da criatividade dos cubanos”. Às acusações de repressão, o regime responde com indicadores que demonstram o desenvolvimento da ilha. A taxa de alfabetização atinge os 99,8%, número que enche de orgulho um antigo combatente revolucionário. “Se hoje podemos dizer que temos uma população educada, se hoje podemos dizer que não há medigos em Cuba, que não há pobreza, que toda a gente sabe ler e escrever, que o sistema de saúde está disponível para toda a gente, que a educação é para todos, isto é algo que o imperialismo norte-americano não pode dizer”, realça. No entanto, é esse imperialismo que alimenta os sonhos de milhares de cubanos, que tentam chegar aos EUA em barcos improvisados. Muitos morreram, à procura de uma vida melhor… Vida que os que fizeram a revolução não conheceram. “Os que fizeram a Revolução são agora velhos e não percebem que o que o país precisa agora é de uma nova revolução. Precisam de dar lugar aos mais novos, às pessoas que estão conscientes e têm energia para fazer esta nova revolução”, defende Eloy Gutierrez Menoyo. 2008 foi muito difícil para os cubanos e 2009 vai ficar marcado pela austeridade económica. Será que vai ficar também marcado por uma maior abertura dos Estados Unidos? Pelo menos foi o que prometeu Barack Obama.