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Não há cessar-fogo à vista

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Não há cessar-fogo à vista

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A morte continua a cair do céu na faixa de Gaza ao mesmo tempo que a Liga Árabe tenta desbravar caminho nas Nações Unidas para o Conselho de Segurança aprovar uma resolução que ponha termo à guerra.

Em cinco dias de ataques já morreram 400 palestinianos e segundo fontes palestinianas, 180 das vítimas são civis. Há pelo menos 1800 feridos. Ismayel Hanyeh, líder do Hamas, declarou que “a vitória está muito próxima para os palestinianos” e afirmou que “para existir um cessar-fogo Israel tem que acabar com os ataques e abrir a faixa de Gaza ao exterior”. Mas Israel já anunciou que não pretende avançar com tréguas até os objectivos traçados antes da guerra estarem concluídos. Várias cidades do Sul do país foram atingidas por projécteis do movimento islâmico. Quatro israelitas perderam a vida. As especulações sobre a iminência de uma operação militar terrestre sucedem-se. Segundo o jornal israelita Haaretz, os comandos militares são a favor de uma incursão terrestre curta. Cabe ao ministro da defesa Ehud Barak dar luz verde a um ataque que faz recordar a falhada guerra do Líbano contra o Hezbollah. Em Nova Iorque, a reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas terminou sem qualquer decisão sobre a proposta de resolução apresentada pela Líbia, para o fim das hostilidades. O processo vai continuar e uma delegação ministerial alargada da Liga Àrabe deverá deslocar-se o mais tardar na segunda-feira à sede da ONU.