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Guerra do gás: UE sob pressão

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Guerra do gás: UE sob pressão

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Menos pressão nos gasodutos pressiona a União a intervir na guerra do gás. Os efeitos do diferendo entre a Rússia e a Ucrânia já se sentem na Europa que pede a “retoma imediata” do abastecimento à União Europeia. Polónia, Hungria e Roménia queixaram-se de uma redução no volume das entregas que no caso romeno anda entre os 30 e os 40%.

Moscovo acusa Kiev de estar a “roubar” gás russo destinado que transita pela Ucrânia rumo à União Europeia. O porta-voz do gigante russo Gazprom afirma ainda que existem acordos assinados para o trânsito do gás e que a Ucrânia sabe muito bem que tem de respeitar as suas obrigações”. 80% do gás russo exportado para a Europa, transita pela Ucrânia. Os 20% restantes passam pela Bielorrússia, um gasoduto que ainda pode ser mais solicitado por Moscovo. A Rússia fornece 1/4 de todo o gás consumido na União. A União garante possuir reservas para aguentar o inverno, mas isso não impediu a presidência checa de convocar uma reunião extraordinária para discutir o problema na próxima segunda-feira em Bruxelas. A probabilidade do 27 intervirem na guerra do gás aumenta à medida que a pressão diminui nos gasodutos.