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Israel poderá aceitar proposta egípcia de cessar-fogo em Gaza

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Israel poderá aceitar proposta egípcia de cessar-fogo em Gaza

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Israel começa a ceder à pressão internacional ao décimo primeiro dia da ofensiva militar sobre a faixa de Gaza.

O governo israelita afirma estar pronto a criar corredores humanitários para permitir a distribuição de víveres e medicamentos, mas sem ponderar para já uma retirada. Fontes diplomáticas citadas pelo jornal israelita Haaretz afirmam no entanto que o primeiro-ministro Ehud Olmert estará disposto a aceitar a proposta egipcía de cessar-fogo em troca do patrulhamento conjunto da fronteira de Rafah, no sul do território. O governo israelita acusava até agora o Hamas de bloquear a entrega de ajuda humanitária. O porta-voz do executivo reconheceu ontem que, “os combates dificultam a distribuição de víveres e medicamentos e que só a criação de corredores humanitários permitirá que a ajuda chegue à população no centro da cidade”. O bombardeamento de uma escola gerida pela ONU, que provocou ontem 40 mortos, fez aumentar a pressão sobre o governo israelita. O exército alega que vários militantes do Hamas se encontrariam dentro do edifício. Os bombardeamentos e ataques terrestres do exército israelita provocaram mais de 600 mortos e mais de 2500 feridos, em Gaza, onde os hospitais se encontram sobrelotados, e as casas estão há dias sem electricidade nem água potável. Os analistas sublinham que o governo israelita não poderá continuar a arrastar a ofensiva por mais dias. O eventual aumento do número de baixas militares israelitas poderá levar o governo a ter de ceder à opinião pública nacional, como aconteceu durante a ofensiva no Líbano em 2006.