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Agência da ONU suspende operações em Gaza e Cruz Vermelha acusa Israel de não assistir feridos

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Agência da ONU suspende operações em Gaza e Cruz Vermelha acusa Israel de não assistir feridos

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Os organismos humanitários que operam na Faixa de Gaza apontam o dedo acusatório a Israel.

A Agência das Nações Unidas para os Refugiados palestinianos decidiu suspender todas as actividades no território. Uma decisão justificada pelo risco que representam as operações militares israelitas na Faixa de Gaza. O porta-voz da agência da ONU, Christopher Guness, confirma a “suspensão das operações por razões de segurança”, que acontece depois da morte do condutor de “um veículo claramente identificado com as siglas da ONU”. Guness acrescenta que o exército hebraico efectuou “vários ataques nos quais foram directamente atingidas instalações da ONU”. O motorista morreu quando o camião da ONU que conduzia foi atingido por granadas de morteiro israelitas, apesar do comboio humanitário ter sido coordenado com o Tsahal. O Comité da Cruz Vermelha Internacional acusa o exército hebraico de não respeitar o direito humanitário internacional, ao dificultar a circulação de ambulâncias na Faixa de Gaza. Depois de quatro dias à espera para poderem aceder a um bairro de Gaza bombardeado por Israel, efectivos da Cruz e do Crescente Vermelho recuperaram duas dezenas de sobreviventes, entre os quais crianças, num estado deplorável. A porta-voz da Cruz Vermelha explica que “o mais chocante foi que o exército israelita sabia que havia civis e não os assistiu de nenhuma forma, nem sequer ajudou na evacuação”. Segundo a Organização Mundial de Saúde, o sistema palestiniano de assistência médica está “à beira da ruptura”, devido a hospitais sobrelotados, ao esgotamento do pessoal médico e à crescente dificuldade no acesso a material e medicamentos.