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Chefe do Hezbolah libanês desafia Israel

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Chefe do Hezbolah libanês desafia Israel

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Perante uma multidão de milhares de pessoas, concentradas num bairro do sul de Beirute, o chefe do Hezbolah libanês preveniu Israel que o movimento está pronto para uma nova guerra pelos irmãos palestinianos.

Nasrallah avisou Olmert (a quem chamou de perdedor por causa da derrota no Líbano) de que não conseguiria erradicar o Hamas nem o Hezbollah. Eles estão prontos para qualquer possibilidade ou agressão. O Hezbolah, que nega qualquer envolvimento nos ataques com roquetes, está a inflamar os ânimos na frente libanesa. Mesmo se o movimento chiita triplicou o poder de fogo depois da guerra de 2006 e tenha cerca de 42 mil mísseis com poder para atingir Telavive, o desencadeamento de uma ofensiva pode vir a ser desastroso para o país, ainda a refazer-se da guerra. Por outro lado, os movimentos rivais podem utilizar as acções do Hezbollah para exigir o desarmamento da organização. Aliás, este já é um tema espinhoso em muitas reuniões ditas “de diálogo nacional”, mas o Hezbollah, com um ministro no governo, recusa entregar o arsenal e justifica que serve para proteger o país contra Israel. De qualquer modo, o Estado libanês não controla totalmente o país. No sul, é o Hezbollah que faz a lei e tem uma inegável popularidade. O governo, enfraquecido por muitos meses de lutas internas, não controla o movimento xiita nem as milícias extremistas no próprio território. Quanto à Missão da ONU no terreno, a FINUL, é evidente a incapacidade que tem para desarmar o Hezbollah ou fazer face aos ataques israelitas. A missão foi criada em 1978 para vigiar a situa4ão no sul do Líbano. Em 2006 a força das nações Unidas foi reforçada: tem 13 mil militares de 26 países com mandato para impedir o trânsito e armazenamento ilícito de armas no sul do líbano e de proteger os civis…apenas.