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Plano de cessar-fogo egípcio continua a ser hipótese mais viável

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Plano de cessar-fogo egípcio continua a ser hipótese mais viável

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Israel intensificou esta quinta-feira os ataques contra o Sul da Faixa de Gaza. Telaviv enviou para a região dezenas de carros blindados e lançou raides aéreos sobre a cidade de Rafah, junto à fronteira egípcia.

O objectivo é a destruição dos túneis que abastecem os militantes do braço armado do Hamas, numa altura em que as autoridades israelitas parecem inclinadas a examinar as propostas egípcias. A falta de consenso evidenciada nos últimos dias pelos membros do Conselho de Segurança, para adoptar uma posição comum face ao conflito, também leva a diplomacia norte-americana a defender a proposta de cessar-fogo apresentada pelo Cairo. A secretára de estado cessante, Condoleeza Rice, afirmou que “ nós estamos a aplaudir os esforços de um número de estados, em particular o esforço que o presidente Mubarak teve em nome do Egipto. Nós apoiamos essa iniciativa. Tenho discutido intensamente com os meu colegas árabes, mas também com os israelitas, sobre a importância de avançar com essa iniciativa”, adiantou. No terreno, os bombardeamentos israelitas e os rockets do Hamas recomeçaram esta quarta-feira, após uma curta paragem de três horas. Se a pausa serviu para enviar sobretudo combustível e alimentos para a populaçâo civil em Gaza, as forças do Tsahal aproveitaram o interregno para lançarem panfletos sobre os campos de refugiados, onde pediam aos civis que fugissem dos ataques iminentes. A ofensiva israelita dura há 12 dias e desde então morreram pelo menos 688 palestinianos, incluindo 350 civis, segundo fontes médicas locais.