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ONU acusa Israel de atacar civis e impedir acesso das equipas de socorro às vítimas

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ONU acusa Israel de atacar civis e impedir acesso das equipas de socorro às vítimas

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O Tsahal matou no passado domingo cerca de 30 palestinianos que tinha reunido numa casa na cidade de Gaza. A acusação é feita pela ONU só esta sexta-feira, pois durante vários dias, as equipas de socorro não conseguiram aproximar-se do local.

Allegra Pacheco, responsável da coordenação humanitária da ONU em Jerusalém, explica que receberam testemunhos que contam que o Tsahal juntou cerca de cem pessoas numa casa em Zeitun, no sul da cidade de Gaza. No dia seguinte, a casa foi bombardeada e morreram pelo menos 33 pessoas. Segundo os depoimentos recolhidos, metade do grupo eram crianças. A Cruz Vermelha aponta o dedo a Israel, acusando o Estado hebraico de ter impedido a assistência às vítimas durante quatro dias. Ahmed Samouni tem 13 anos e é um dos sobreviventes. Internado em Gaza, conta que os soldados hebraicos chegaram à casa da família e, com maus tratos, enviaram-nos para outra. Eram cerca de 150 numa pequena casa. “Puseram-nos lá e depois dispararam”, relata. Este é o pior incidente em duas semanas de ofensiva. O exército israelita afirma não ter informações sobre o incidente e abriu um inquérito. O Alto Comissariado da ONU para os direitos do Homem pede investigações credíveis e independentes.